sexta-feira, 9 de julho de 2010

Estou a precisar de andar em frente



Estes últimos tempos não têm sido especialmente fáceis, há dias em que parece que tudo à minha volta está a desmoronar-se. São escolhas atrás de escolhas para fazer e a pior de todas já está feita, mas só na teoria porque na prática basta apareceres para que tudo se complique outra vez. Basta receber uma mensagem tua, a tua janelinha do mensseger piscar, convidares-me para a Web ou mandares-me uma música para que o meu coração dispare a mil e um quilómetros por segundo. Amo-te, de uma forma diferente da que amei alguém outrora e juro-te que não pensava que o que sinto por ti fosse assim tão forte mas como já diz o velho ditado só damos o verdadeiro valor às coisas quando as perdemos e eu, perdi-te. Perdi-te ou então perdi-me de ti, nem sei bem. Só sei que dava cu e meia lua para voltar atrás e fazer umas pequenas grandes alterações mas, isso não é possível (…)

Tenho saudades tuas, tenho saudades nossas. Ainda tenho a nossa foto na minha mesinha de cabeceira e todas as noites dou por mim a mirá-la e a lamentar-me por não te ter junto a mim. Sei que errei e que tive certas atitudes menos correctas, mas quem não as tem?! Amaste-me o suficiente para continuarmos depois desses meus erros, amaste-me o suficiente para estares em mim durante estes cinco meses que digo-te desde já, foram dos melhores meses que vivi. Ainda me lembro como tudo começou; estávamos em pleno dia de inverno e foste buscar-me, levaste-me a conhecer os teus locais preferidos que desde logo passaram a ser os meus também, passaste a mão pelo meu rosto, os meus olhos fecharam-se e sussurraste-me ao ouvido ‘amo-te, ficas comigo? Eu quero muito ficar contigo’. E agora quando abro os olhos tu já não estás aqui comigo e faço força para fechá-los de novo para que te possa sentir a sussurrar ao meu ouvido novamente. E consigo sentir-te de novo em mim, todo o meu corpo arrepia-se com o som da tua voz e com o teu toque no meu corpo mas, isso acabou, nós acabámos. Fica só a saber que ao teu lado sentia-me bem, sentia-me segura, sentia-me eu. À tua maneira, tu fazias-me feliz (…)

Hoje faz precisamente vinte e dois dias que acabámos e sinto que já não te conheço minimamente. Já não sei o que esperar de ti. Ontem deste-me uma notícia que eu já esperava que mais tarde ou mais cedo ma desses mas sempre ansiei que fosse mais tarde. Não estava à espera que fosse tão rápido. Como é que me amavas tanto e em menos de vinte dias já tens namorada? Como? Diz-me porque realmente não consigo entender… Porque é que mesmo estando a namorar com ela, todas as semanas vais ao meu hi5? Porquê? (…) Vais fazer com ela o que fizeste comigo? Vais mostrar-lhe o que me mostraste? Vais dizer-lhe o que me dizias? Vais tocar-lhe como me tocavas? Vais, tal como fizeste comigo, levá-la a tua casa? Apresentá-la aos teus pais? Vais sussurrar-lhe ‘amo-te’ ao ouvido? (…)

Só para saberes, deixaste-me de rastos com tudo isto. Já não sei qual é o norte e o sul, tiraste-me tudo, o que tinha e o que não tinha. Viraste o meu mundo do avesso e deixaste tudo de pernas pró ar, estou em queda livre e lá no fundo não há nada nem ninguém que me ampare desta queda. E agora? Como é suposto eu ficar?! Prometeste que jamais me magoarias mas o que é que chamas a isto? Pois, devemos ter concepções um pouco distintas.

Sabes como é que chegámos a este ponto? Sabes porque é que chegámos ao fim? Tudo isto aconteceu quando as coisas não podiam ser mais resolvidas, quando tiveste a merda desse acidente que te fez desistir de tudo, que te fez desistir de nós. E esta era realmente a nossa prova, fomos colocados à prova e tu desististe antes de sequer tentares e das duas uma, ou isso aconteceu porque assumiste logo à partida que falharíamos ou porque na altura já não me amavas o suficiente. Por vezes não há finais felizes. Aconteça o que acontecer irei sempre perder alguma coisa, alguém, e neste caso, perdi-te a ti.


I hold you close in the back of my mind,
Feels so good but, damn, it makes me hurt.