Eu tentei e juro que acumulei vezes e vezes sem conta, acumulei até onde deu. Apercebi-me então que não valia a pena, que por mais que dissesse, pedisse ou explicasse era indiferente, que não adiantava pensar que sentias a minha falta enquanto tu estás bem e completamente indiferente a tudo isto. Se estou bem ou mal, se preciso de ti ou não, pouco ou nada te interessa neste momento. Digo-te já que preciso mais de ti do que aquilo que possas imaginar e que me és super importante, és da pessoas mais importantes da minha vida mas não vou ceder visto que tenho a consciência tranquila e que nada fiz. É triste quando nos apercebemos que quando as pessoas precisaram estivemos sempre lá, incansáveis e que quando somos nós a precisar delas, a precisar de paciência e compreensão elas desaparecem todas. Mais triste e doloroso ainda é quando começamos a encaixar as peças do puzzle e tudo começa a fazer sentido. Estou magoada, desiludida, frustrada, cansada e amedrontada. Tenho milhares de coisas a acontecer ao mesmo tempo na minha vida e não sei como lidar com elas, tenho (quase) tudo de pernas para o ar e estou assustada… fico de novo em baixo ao aperceber-me que estás tão distante que nem posso mais desabafar contigo, pedir-te ajuda e conselhos.
Eu adoro-te mas não preciso de mais um episódio destes na minha vida portanto embora me doa muito se queres ir, vai de vez. Pensava apenas que os laços que criámos fossem um pouco mais fortes do que têm aparentado, pensava que fossem menos fragéis que um copo de vidro que se quebra à primeira queda, à primeira falha… pelos vistos tenho andado enganada.